Your children are not your children.
They are the sons and daughters of LIFE's longing for itself.
They come through you but not from you,
and they are with you yet they don´t belong to you.
You may given them your love but not your thoughts,
for they have their own thoughts.
You may house their bodies but not their souls,
for their souls dwell in the house of tomorrow,
Which you cannot visit, not even in your dreams.
You may strive to be like them but seek not to make them like you.
From The Prophet, Kahil Gibran
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Impressões
Hoje vieram cá a casa as meninas da Segurança Social. O processo de adopção tem tempos de espera desesperantes e inconcebíveis... mas elas são uma simpatia!
Na segunda feira vou fazer um teste de rastreio pré-natal!
Espero que esteja tudo bem que eu não estou com vontade nenhuma de fazer uma amniocentese. Farta de lidar com probabilidades estou eu.. e o risco de perder este bebé não me agrada nada... estou ansiosa e sem saber o que pensar!
Na segunda feira vou fazer um teste de rastreio pré-natal!
Espero que esteja tudo bem que eu não estou com vontade nenhuma de fazer uma amniocentese. Farta de lidar com probabilidades estou eu.. e o risco de perder este bebé não me agrada nada... estou ansiosa e sem saber o que pensar!
sexta-feira, outubro 28, 2005
Para a Maria
Na última aula de yoga a professora pediu-nos para pensar em partes cada vez mais pequenas do nosso corpo. Até chegarmos às células. E vermos como todas são importantes e fazem parte daquilo que somos neste momento. Depois pediu-nos para pensarmos em nós como pequenas partes do Universo e vermos como somos importantes. E somos. Temos é funções e caminhos diferentes.
Isto tudo, minha querida, para lhe dizer que tem que encontrar a sua paz e o seu caminho. Eu não sei se realmente vou ser mãe biológica. Mas acho que os tratamentos e tudo o que passei até agora foram essenciais para perceber o que lhe tento transmitir agora. Se calhar só engravidei porque percebi que ia ser feliz de qualquer maneira. Ser mãe biológica não pode ser a única razão de aqui estarmos!
Talvez não seja o momento para aceitar estas palavras...mas quem sabe daqui a um tempo elas ajudam!
Isto tudo, minha querida, para lhe dizer que tem que encontrar a sua paz e o seu caminho. Eu não sei se realmente vou ser mãe biológica. Mas acho que os tratamentos e tudo o que passei até agora foram essenciais para perceber o que lhe tento transmitir agora. Se calhar só engravidei porque percebi que ia ser feliz de qualquer maneira. Ser mãe biológica não pode ser a única razão de aqui estarmos!
Talvez não seja o momento para aceitar estas palavras...mas quem sabe daqui a um tempo elas ajudam!
Foi uma semana cheia. Na terça fomos à entrevista social do processo de adopção. Estávamos um bocado tensos com a reacção à notícia da gravidez mas a assistente social foi impecável e incentivou-nos a continuar o processo, como era aliás nossa vontade. Vim bem mais aliviada para casa.
Ontem fui fazer a ecografia de confirmação da gravidez. Reconheço que estava nervosa, mas quando ouvi o coração do bebé fiquei sinceramente comovida. O Rui ainda mais que eu. Depois ainda fomos falar com os outros médicos que insistiam em dar-nos os parabéns e nós sempre a dizer "ok ok um dia de cada vez". Eles acharam compreensível.
Agora vou ser acompanhada pela minha ginecologista de sempre...já liguei a marcar consulta.
E na verdade não mudou quase nada. Continuo a levar um dia de cada vez. Tenho que digerir isto tudo. Estou muito feliz mas não sinto qualquer vontade de festejar. Ou melhor, festejo vivendo, sem histerismos.
Ontem fui fazer a ecografia de confirmação da gravidez. Reconheço que estava nervosa, mas quando ouvi o coração do bebé fiquei sinceramente comovida. O Rui ainda mais que eu. Depois ainda fomos falar com os outros médicos que insistiam em dar-nos os parabéns e nós sempre a dizer "ok ok um dia de cada vez". Eles acharam compreensível.
Agora vou ser acompanhada pela minha ginecologista de sempre...já liguei a marcar consulta.
E na verdade não mudou quase nada. Continuo a levar um dia de cada vez. Tenho que digerir isto tudo. Estou muito feliz mas não sinto qualquer vontade de festejar. Ou melhor, festejo vivendo, sem histerismos.
quarta-feira, outubro 12, 2005
Adopção...
Na altura disseram-me que o tempo de espera variava conforme o sítio do país, porque ainda não há uma lista nacional. Aqui em Aveiro, se pretendesse um bebé , a espera seria de cerca de 6 anos!!!!!! Como nós pedimos uma criança até aos 6, esperaremos provavelmente uns 2 ou 3, o que confirmo porque tenho uma amiga que adoptou aqui um rapazinho de 4 anos e esperou "apenas" 2 anos.
...
Não tá fácil viver um dia de cada vez sem ansiedade. Sinto-me como uma criança a quem deram um rebuçado e tem medo que o roubem. E por isso não consigo festejar. Nem o Rui.
Além disso, ando mal disposta e sinto-me como se estivesse com febre. É... confirma-se o que muitas amigas já me tinham dito ... o estado de graça não tem graça quase nenhuma! :-)
Além disso, ando mal disposta e sinto-me como se estivesse com febre. É... confirma-se o que muitas amigas já me tinham dito ... o estado de graça não tem graça quase nenhuma! :-)
sábado, outubro 08, 2005
Positivo
O resultado é positivo. Fiquei calma e feliz. Mas para celebrar preciso de um tempo ... a vida já me pregou algumas rasteiras. Um dia de cada vez.
quarta-feira, outubro 05, 2005
A espera...
Não estou triste. Não estou chateada com a vida. Mas esta espera dá-me cabo dos nervos. E cada dia que passa em vez de melhorar piora! Arre!!!!
quarta-feira, setembro 28, 2005
De molho...
E pronto. Voltei à clínica. Agora já não estremeço quando lá entro. Ehehe. Sou pró!!
Na sexta fiz a ecografia de rotina. Estava tudo normal. Muito bem aliás e como é costume. O endométrio estava óptimo. O médico, simpaticíssimo como é costume, repete mais uma vez que não entende como ainda não engravidei. E que se não for desta me bate. Eu só lhe disse que não valia a pena. Há coisas que não são para compreender mas sim para aceitar.
Comecei a introduzir o utrogestan. Aquilo parece que me faz uma bola de ar no útero. É esquisito. Nada que não se tolere, mas que não nos deixa esquecer que se está a passar qualquer coisa.
Passei o fds quase todo com a minha amiga Geni que está mesmo no final da gravidez. Fartei-me de brincar com a Joanita. Foi relaxante.
Ontem lá fui transferir os embriões. “Descongelaram” três. Dois deles estavam óptimos, o outro nem por isso. Resolveram transferir-me os dois melhores. O outro foi para o lixo. E isso deixa-me horrorizada. O Rui diz que tem que ser, que se mo transferissem podia estragar todo o processo. O meu lado racional, céptico e absolutamente crente na ciência ocidental concorda. O meu lado espiritual não. Mas como a vida é cheia de erros (opções é o termo correcto) deixo correr.
Resumindo. Ainda lá ficaram dois embriões. E isso foi a única coisa que mexeu comigo. Estava mesmo convencida que era a derradeira ida à clínica. Queria encerrar esta etapa. Assim fica tudo pendurado. Como é costume.
Agora estou em casa, a fazer o menos possível e está a saber-me bem. Estou realmente calma. Consciente. Preparada. Para tudo.
Entretanto hoje nasce o Vasco, o bebé da Geni. Queria imenso ir vê-los mas hoje ainda é imprudente andar a sair de carro. A implantação dos embriões dá-se (ou não) nas 48 horas que se seguem à transferência. Mas amanhã vou lá. Não é todos os dias que podemos estar com um recém nascido.
Por outro lado, uma das avós do meu maridão teve uma ataque cardíaco. Está muito velhinha e provavelmente não irá sobreviver muito tempo. É o ciclo da vida. Temos que sorrir.
Na sexta fiz a ecografia de rotina. Estava tudo normal. Muito bem aliás e como é costume. O endométrio estava óptimo. O médico, simpaticíssimo como é costume, repete mais uma vez que não entende como ainda não engravidei. E que se não for desta me bate. Eu só lhe disse que não valia a pena. Há coisas que não são para compreender mas sim para aceitar.
Comecei a introduzir o utrogestan. Aquilo parece que me faz uma bola de ar no útero. É esquisito. Nada que não se tolere, mas que não nos deixa esquecer que se está a passar qualquer coisa.
Passei o fds quase todo com a minha amiga Geni que está mesmo no final da gravidez. Fartei-me de brincar com a Joanita. Foi relaxante.
Ontem lá fui transferir os embriões. “Descongelaram” três. Dois deles estavam óptimos, o outro nem por isso. Resolveram transferir-me os dois melhores. O outro foi para o lixo. E isso deixa-me horrorizada. O Rui diz que tem que ser, que se mo transferissem podia estragar todo o processo. O meu lado racional, céptico e absolutamente crente na ciência ocidental concorda. O meu lado espiritual não. Mas como a vida é cheia de erros (opções é o termo correcto) deixo correr.
Resumindo. Ainda lá ficaram dois embriões. E isso foi a única coisa que mexeu comigo. Estava mesmo convencida que era a derradeira ida à clínica. Queria encerrar esta etapa. Assim fica tudo pendurado. Como é costume.
Agora estou em casa, a fazer o menos possível e está a saber-me bem. Estou realmente calma. Consciente. Preparada. Para tudo.
Entretanto hoje nasce o Vasco, o bebé da Geni. Queria imenso ir vê-los mas hoje ainda é imprudente andar a sair de carro. A implantação dos embriões dá-se (ou não) nas 48 horas que se seguem à transferência. Mas amanhã vou lá. Não é todos os dias que podemos estar com um recém nascido.
Por outro lado, uma das avós do meu maridão teve uma ataque cardíaco. Está muito velhinha e provavelmente não irá sobreviver muito tempo. É o ciclo da vida. Temos que sorrir.
terça-feira, setembro 20, 2005
E agora eu...
O Zumenon (substituto do Estrofem, para preparar o endométrio) deve estar a dar efeito. Tenho a barriga inchada. Até sinto receio de ir ao ginásio.
Mas ainda não me convenci de que estou mesmo a fazer um tratamento. Sei que muito provavelmente para a semana vou estar quietinha sem fazer nada e vai começar aquela espera infernal pelo teste de gravidez. E chega a passar-me pela cabeça desistir. Ou desejar que os embriões não sobrevivessem. Depois arrependo-me logo e peço mil desculpas por estar a ser egoísta e não saber aceitar. Queria que isto acabasse tudo muito depressa, para pôr um ponto final nesta etapa. Já não espero nada a não ser o fim. Mas com esperança, seja lá do que for.
Mas ainda não me convenci de que estou mesmo a fazer um tratamento. Sei que muito provavelmente para a semana vou estar quietinha sem fazer nada e vai começar aquela espera infernal pelo teste de gravidez. E chega a passar-me pela cabeça desistir. Ou desejar que os embriões não sobrevivessem. Depois arrependo-me logo e peço mil desculpas por estar a ser egoísta e não saber aceitar. Queria que isto acabasse tudo muito depressa, para pôr um ponto final nesta etapa. Já não espero nada a não ser o fim. Mas com esperança, seja lá do que for.
Para a Kika
Suponho que está a fazer uma FIV. E por isso está a tomar um medicamento para "produzir" mais folículos do que é normal. Mas isso é só o início do tratamento. Seria bom que esclarecesse todos os passos com os médicos para não criar falsas expectativas. Eu, no 1ª tratamento, nem sequer punha a hipótese de não ficar grávida. No entanto, se quiser qualquer esclarecimento que eu possa dar...esteja à vontade!
De qualquer modo, pense sempre positivo!
De qualquer modo, pense sempre positivo!
quarta-feira, setembro 14, 2005
De volta!
E pronto... foram-se as férias... O sol fez-me muito bem. Mas o Verão está a chegar ao fim. E não estou a gostar.
Engordei.
Eheheh.
Como tinha decidido iniciei o último tratamento. Não queria. Mas aqueles embriões são meus. Não posso deixá-los a morrer. Mas estou cada vez mais céptica em relação a todo este processo.
Se pudesse voltar atrás gostava de ter a coragem de nunca ter feito tratamento nenhum. De aceitar a natureza como ela é. De não brincar com a vida.
Mas mesmo sem querer somos sempre egoístas. E acabamos a confundir coragem com cegueira.
Agora não quero pensar muito. Quero só estar bem para aceitar o que tiver que acontecer.
A ecografia de rotina está marcada para sexta, 23. Suponho que a transferência de embriões será logo a seguir...
Engordei.
Eheheh.
Como tinha decidido iniciei o último tratamento. Não queria. Mas aqueles embriões são meus. Não posso deixá-los a morrer. Mas estou cada vez mais céptica em relação a todo este processo.
Se pudesse voltar atrás gostava de ter a coragem de nunca ter feito tratamento nenhum. De aceitar a natureza como ela é. De não brincar com a vida.
Mas mesmo sem querer somos sempre egoístas. E acabamos a confundir coragem com cegueira.
Agora não quero pensar muito. Quero só estar bem para aceitar o que tiver que acontecer.
A ecografia de rotina está marcada para sexta, 23. Suponho que a transferência de embriões será logo a seguir...
terça-feira, julho 19, 2005
Este blog e eu!
Ultimamente este blog e a minha vida parece que não têm nada a ver!
Ando feliz como raramente fui. Não preciso de droga alguma para sorrir todos os dias... consigo ver o lado bom de tudo! Mesmo quando tenho um momento menos bom, acho que faz parte...
Mas depois venho ver o blog ou alguém me escreve (o que me deixa bem porque foi para ser lido que o criei) e fico com um aperto na barriga. É como se fosse um segredo, um lado obscuro de mim que tento evitar. Um cantinho onde venho chorar.
Ando feliz como raramente fui. Não preciso de droga alguma para sorrir todos os dias... consigo ver o lado bom de tudo! Mesmo quando tenho um momento menos bom, acho que faz parte...
Mas depois venho ver o blog ou alguém me escreve (o que me deixa bem porque foi para ser lido que o criei) e fico com um aperto na barriga. É como se fosse um segredo, um lado obscuro de mim que tento evitar. Um cantinho onde venho chorar.
sexta-feira, julho 15, 2005
Impressões
Esta semana entreguei finalmente os papéis da adopção. Agora somos candidatos oficiais. Senti um pouco de medo. De não estar à altura da situação. Suponho que é normal.
É que estes anos todos sem filhos fizeram-nos criar um estilo de vida muito relaxado. Não há horários fixos, fartamo-nos de passear, ... e ponho-me a pensar se agora iria gostar de viver de outra maneira. Faz-nos seres egoístas!
Mas ontem estava a ver um filme e uma das personagens estava grávida. Era tão linda. Sempre achei as grávidas lindas. Detesto quando dizem que estão gordas. E acariciei a minha barriga e lá correram umas lágrimas. Nunca vou saber como é! E esse sentimento de que estou incompleta nunca me vai deixar. Fui dormir.
É que estes anos todos sem filhos fizeram-nos criar um estilo de vida muito relaxado. Não há horários fixos, fartamo-nos de passear, ... e ponho-me a pensar se agora iria gostar de viver de outra maneira. Faz-nos seres egoístas!
Mas ontem estava a ver um filme e uma das personagens estava grávida. Era tão linda. Sempre achei as grávidas lindas. Detesto quando dizem que estão gordas. E acariciei a minha barriga e lá correram umas lágrimas. Nunca vou saber como é! E esse sentimento de que estou incompleta nunca me vai deixar. Fui dormir.
quarta-feira, junho 22, 2005
De novo para a IC
Eu estava a referir-me genericamente ... porque do que conheço dos homens acho que em geral preferem sofrer em silêncio ... embora num assunto como este tudo tenha que ser falado e debatido, senão acaba-se com a relação. Não estou a querer deixar-te pior, mas é preciso saber distinguir as coisas ... é que nós mulheres, em geral, não queremos só falar, queremos falar e falar e falar de novo ... e carpir todos as mágoas ... e exigimos muita atenção. E esquecemos que eles também sofrem. E nestes processos, por natureza muito demorados, isso torna-se um fardo! Por isso, viva a sensatez!
Para a IC
Eu respondi sempre (via mail) aos comentários que escreveram aos meus posts...no entanto nunca recebi qualquer feedback pelo que suponho que não foram entregues...
Dizes que não deixei os contactos dos médicos ... mas na verdade enviei... E que há coisas que é preferível não partilhar...discordo...da minha parte não há qualquer segredo nem constrangimento... só assim é que me consegui libertar...Tenho uma necessidade extrema de ser sincera com todos sobre este assunto. Quer dizer, atura-se de tudo...desde queixas de dores nas costas a enxaquecas... as doenças dos filhos, as doenças dos pais...e depois eu não posso dizer abertamente que não posso ter filhos?!! não diz comigo! não vivo bem com com a mentira!
Bom...um pouco à pressa que tenho que sair, o médico que me tratou foi o Dr. Alberto Barros, no Porto! Só posso dizer maravilhas!
Aqui vai:
Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros
Av do Bessa, 591, 1º Dto Frente
4100-009 Porto
Tel: 226 007 517
Bom ...tenho que ir...
Dizes que não deixei os contactos dos médicos ... mas na verdade enviei... E que há coisas que é preferível não partilhar...discordo...da minha parte não há qualquer segredo nem constrangimento... só assim é que me consegui libertar...Tenho uma necessidade extrema de ser sincera com todos sobre este assunto. Quer dizer, atura-se de tudo...desde queixas de dores nas costas a enxaquecas... as doenças dos filhos, as doenças dos pais...e depois eu não posso dizer abertamente que não posso ter filhos?!! não diz comigo! não vivo bem com com a mentira!
Bom...um pouco à pressa que tenho que sair, o médico que me tratou foi o Dr. Alberto Barros, no Porto! Só posso dizer maravilhas!
Aqui vai:
Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros
Av do Bessa, 591, 1º Dto Frente
4100-009 Porto
Tel: 226 007 517
Bom ...tenho que ir...
segunda-feira, junho 20, 2005
Outros blogs...
Comecei este blog porque achava que não havia quase nada na Net (em Portugal) sobre infertilidade. Faltava pelo menos muita sinceridade. Entretanto fui recebendo comentários aos meus posts e percebi, pelos remetentes, que se começaram a fazer muitos blogs sobre o assunto nos últimos meses. E fico feliz. Pode ser uma ajuda. Às vezes sentimo-nos tão perdidas(os).
Mas isto não é um blog sobre toda a minha vida...e por isso não escrevo nada agora. Não quero. De vez em quando, quando vou um pouco abaixo e fico com um nó na barriga a pensar como gostaria de saber o que é gerar vida...navego um pouco nalguns desses blogs e fico feliz por já ter ultrapassado a fase do só pensar nisso, viver só em função disso...e fico mais leve. Reencontro o meu caminho.
O blog ainda não terminou...tenho embriões crioconservados à minha espera...e um processo de adopção no ínício...Entretanto, apesar de gostar de receber posts ...e de não me importar nada de responder e ajudar se puder, quero estar um pouco afastada...
P.S.(Mas o nó na barriga vai sempre voltar.. e sim...hoje estou um pouquinho melancólica!)
Mas isto não é um blog sobre toda a minha vida...e por isso não escrevo nada agora. Não quero. De vez em quando, quando vou um pouco abaixo e fico com um nó na barriga a pensar como gostaria de saber o que é gerar vida...navego um pouco nalguns desses blogs e fico feliz por já ter ultrapassado a fase do só pensar nisso, viver só em função disso...e fico mais leve. Reencontro o meu caminho.
O blog ainda não terminou...tenho embriões crioconservados à minha espera...e um processo de adopção no ínício...Entretanto, apesar de gostar de receber posts ...e de não me importar nada de responder e ajudar se puder, quero estar um pouco afastada...
P.S.(Mas o nó na barriga vai sempre voltar.. e sim...hoje estou um pouquinho melancólica!)
Os homens
Um casal amigo também anda a lidar com a infertilidade. E sabendo eles do nosso caso fazem perguntas, procuram apoio.
Ela queixa-se muitas vezes que se sente um pouco abandonada por ele...que ele se fecha, que não fala...
...
Eu senti exactamente o mesmo ... muitas vezes...cheguei a sentir-me amargurada. Como se só eu estivesse a sofrer. É que estas dores fazem-nos egoístas. E esquecer que os homens sofrem em silêncio. Afastam-se para nos poupar e isso vira-se contra eles. Às vezes ficamos cegas.
Ela queixa-se muitas vezes que se sente um pouco abandonada por ele...que ele se fecha, que não fala...
...
Eu senti exactamente o mesmo ... muitas vezes...cheguei a sentir-me amargurada. Como se só eu estivesse a sofrer. É que estas dores fazem-nos egoístas. E esquecer que os homens sofrem em silêncio. Afastam-se para nos poupar e isso vira-se contra eles. Às vezes ficamos cegas.
segunda-feira, maio 23, 2005
Cada um vê o que quer.
"The lesson which life repeats and constantly enforces is "look under foot". You are always nearer the divine and the true sources of your power than you think. The lure of the distant and the difficult is deceptive. The great opportunity is where you are. Do not despise your own place and hour. Every place is under the stars, every place is the centre of the world."
John Burroughs
Quando hoje abri o mail e dei com um comentário ao meu penúltimo post fiquei incomodada. Eu não escrevo aqui para atacar ninguém. Reflicto e escrevo sobre o que sinto na esperança de me ajudar a melhorar e quem sabe que de ajudar outras pessoas. Porque eu não fui sempre assim. Passei muitos dias a chorar, revoltada a pensar no "porquê eu?!". Sentia-me inferiorizada, não tinha sequer coragem de encarar as pessoas nos olhos quando o assunto eram filhos... e foi um processo doloroso para chegar aqui. Agora, sem querer, irritam-me as pessoas que se lamentam o tempo todo, que não querem ver o óbvio, que são como eu fui! Que preferem ficar anos a gastar dinheiro, tempo e saúde à procura de um milagre, enquanto desperdiçam milhentos de outros que lhes passam pela frente a toda a hora. E digo mais. È egoísmo. Mas cada um vê o que quer.
John Burroughs
Quando hoje abri o mail e dei com um comentário ao meu penúltimo post fiquei incomodada. Eu não escrevo aqui para atacar ninguém. Reflicto e escrevo sobre o que sinto na esperança de me ajudar a melhorar e quem sabe que de ajudar outras pessoas. Porque eu não fui sempre assim. Passei muitos dias a chorar, revoltada a pensar no "porquê eu?!". Sentia-me inferiorizada, não tinha sequer coragem de encarar as pessoas nos olhos quando o assunto eram filhos... e foi um processo doloroso para chegar aqui. Agora, sem querer, irritam-me as pessoas que se lamentam o tempo todo, que não querem ver o óbvio, que são como eu fui! Que preferem ficar anos a gastar dinheiro, tempo e saúde à procura de um milagre, enquanto desperdiçam milhentos de outros que lhes passam pela frente a toda a hora. E digo mais. È egoísmo. Mas cada um vê o que quer.
segunda-feira, abril 11, 2005
Momentos
Tive um fim de semana maravilhoso! No meio da Natureza, com amigos, sem pressas...E ontem, de regresso, na cama a tentar adormecer, dou comigo a imaginar-me grávida. Naturalmente grávida. Tenho que sorrir, né?!
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